Os Sons dentro da Minha Cabeça

No dia a dia nos acostumamos a falar de selfie, que é uma fotografia tirada onde a própria pessoa é o objeto da fotografia, portanto autofotografia… mas o que é o SELF??     (sem ie)

Traduzindo do inglês é  ‘auto’  que refere-se a si mesmo…

No contexto pessoal, quando falamos de nós mesmos, SELF refere-se a como nos vemos perante a nossa própria existência… simplificando é o nosso EU visto por nós mesmos.

Identificamos partes distintas do self: cognitiva, razão… que se refere a um conjunto de ideias e atitudes a respeito de nossa consciência num dado tempo… E a autoestima, parte afetiva do self… que é como nos sentimos sobre o que pensamos de nós mesmos. O mais importante é observar esse conceito como se pudéssemos ficar de fora de nós mesmos e avaliarmos como se fôssemos uma pessoa que observamos… não nós mesmos…

Perguntas como: QUE TIPO DE PESSOA EU SOU?

São feitas pelo self a nós mesmos e a maneira como a respondemos pode transformar uma vida:  Às vezes nos sentimos superiores e outras vezes inferiores a algumas pessoas…

Grande parte de nossa energia é gasta tentando manter ou modificar nossas crenças a respeito de quão adequados somos ou gostaríamos de ser…  O nosso self conversa o tempo todo conosco e tem grande poder porque está dentro de nós e já ultrapassou a maioria das barreiras de nossas defesas…

Por exemplo quando alguém pergunta “será que você agiu certo?”, “será que foi melhor você fazer desse jeito?” … nesse caso tendemos a responder na defensiva… é como se as perguntas não conseguissem atravessar a barreira de autopreservação que criamos ao entrarem em nossos cérebros através de nossos ouvidos e nessa situação quase sempre, antes de mais nada, nos defendemos…

Mas, e quando ouvimos as mesmas perguntas a partir de nós mesmos em primeira pessoa, via nosso self: “será que eu agi certo?”, “será que foi melhor eu fazer desse jeito?”

Ao serem ditas, internas, por nós mesmos essas perguntas tem outro peso e as respostas podem ser diferentes, reflexivas nesse caso… muito disso ocorre porque estando dentro de nós essas perguntas já ultrapassaram a maioria de nossas barreiras de autopreservação, o nosso filtro de defesa e por isso atingem nos de forma mais intensa…

Essas situações se repetem muito quando estamos sozinhos e precisamos resolver algo e então perguntamos a nós mesmos:

E agora? Sim ou Não? Vou ou não vou? Isto ou aquilo?

Essa voz interna é conhecida como “self one” e “self two”

Você começa a conversar um diálogo sozinho às vezes até em voz alta…

O termo “Diálogo” confunde muita gente, as pessoas comumente pensam que diálogo tem a ver com DUAS pessoas… MAS NÃO É SÓ ISSO… Diálogo resulta da fusão das palavras gregas dia e logos. Dia significa “através”… e logos foi traduzida para o latim como ratio (razão), mas tem vários outros significados; como “palavra”, “expressão”, “fala”, “verbo” e, principalmente, “significado” propriamente dito. Mais antigamente a palavra logos significa “relação”, “relacionamento”.

Dessa maneira, o Diálogo é uma forma de fazer circular sentidos e significados. Isso quer dizer que quando ligamos pontos dessa forma, praticamos o diálogo… Assim, o Diálogo não é um instrumento que busca levar as pessoas a defender e manter suas posições, como acontece na discussão e no debate. Ao contrário, sua prática está voltada para estabelecer e fortalecer vínculos e ligações, e a formação de redes, inclusive extensiva aos diálogos internos entre os pontos self one e self two… muitas vezes percebemos como diálogos somente as conversas externas com outras pessoas quando falamos fisicamente, mas a verdadeira ligação de pontos acontece antes da palavra física e é somente completada por ela.

É a comunicação com seu próprio EU que gera os amadurecimentos, as conclusões e muitas vezes evoluções de seu ser…

Para falar de diálogos vamos dar um zoom nos conceitos de como ocorre uma conversa entre pessoas, um diálogo tal como o conhecemos em nosso dia a dia…

Quando duas pessoas conversam há ligação de mais de dois pontos… na verdade há mais pontos existentes do que entre os dois inicialmente identificados…

Participamos o tempo todo com nossos selfs… contando com eles, uma conversa de duas pessoas por exemplo é na verdade quase a conversa de uma multidão…

Focando novamente o interior de cada um de nós percebemos os sons, as vozes dentro de nossas cabeças então… e ai vemos que não estamos ficando loucos… são nossos selfs conversando, dialogando entre si e comunicando com nosso exterior um pouco de tudo que vivemos ou imaginamos viver…

Por isso, a maioria das vezes, os sons dentro de nossas cabeças são meras ideias a deslocar-se, a unir pontos… Assim a trilha sonora de nossa mente que às vezes grita pra nós, na verdade rege, silenciosamente, nossa existência entre a realidade (que é o real), a imagem (que é como os outros nos veem) e a autoimagem (que é como eu me vejo)… nesse choque é que nos descobrimos gente…

E sendo pessoa, vivemos dúvidas e dilemas… o que causa verdadeiros ruídos dentro de nossa cabeça.

A convivência com esses “sons” podem e devem ser harmonizadas, orquestradas, combinadas para que gere melhores resultados em cada um de nós seres humanos, e pra isso, saber como funcionam alguns sons dentro de nós, pode fazer diferença mais que outros…

Nosso Mindset é a nossa mentalidade em relação à vida e tem dois níveis distintos que fazem grande diferença nos resultados que obtivemos de nós mesmos…

O mindset pode ser fixo ou crescente.

O mindset fixo é quando a pessoa fala pra si usando o verbo SER e o mindset crescente é quando a pessoa tem essa conversa interna usando o ESTAR… mas não é mera escolha de palavras… é o estado em que a pessoa se considera e essas palavras levam a consequências muito relevantes na vida… vamos clarear:

Por exemplo: Uma pessoa esbarra e derruba um vaso de enfeite… diante do fato ela pode se dizer: “eu sou atrapalhada” OU dizer “eu estou atrapalhada” observe a postura do mindset fixo quando se diz “sou atrapalhada” faz com que duas coisas aconteçam internamente:

A primeira delas é que assume-se um papel DEFINIDO de ser desta ou daquela forma… e esta torna-se fixa, já estabelecida e não sendo plausível a mudança daqui por diante…

E a segunda coisa que essa fala do mindset fixo faz é posicionar a pessoa como vítima da situação. Quando nos posicionamos como vítima de uma situação nos tornamos reféns dela, como se dela não tivéssemos autonomia pra sair ou modificar… e isso muda tudo a longo prazo…

Já quando o mindset é crescente  e no mesmo exemplo dizemos “estou atrapalhada” assume-se uma posição “momentânea” de estar errada sim, mas não uma pessoa permanentemente errada. E dá a si mais uma chance futura de sair dessa situação de erro, de vítima… lembre-se “estar” é volátil, “ser” é estático e pesado.

Outro efeito colateral dessa simples fala interna é que a cada vez que cometemos um erro e falamos pra nós mesmos que “somos” assim ou assado, vai se formando uma enorme teia onde se coloca mais fios reforçadores de uma situação até que se torne uma forte crença nossa (na qual acreditamos) até que ela fique tão forte que se torne um valor arraigado dentro de nós e já não mais possa ser extirpada.

Quando uma pessoa erra ela pode adendar esse erro à sua lista de “erros incuráveis” ou à sua lista de “aprendizagens possíveis” somente dependendo da forma como ela diz isso a si mesma através do mindset fixo ou crescente, do sou ou estou.

Lembre-se as vozes existem, já são suas conhecidas devidamente apresentadas SELF ONE e SELF TWO… agora cabe a você comandar o que dirão, em que tom dirão… Elimine as vozes negativas trazendo a voz da razão a tona… Dizendo a si mesma:  “eu estou preparada pra isso!” e gere sons e imagens positivas dentro de sua cabeça.

Imagens positivas de si mesmo a qualquer tempo, em qualquer situação… É preciso aprender a silenciar mentalmente esses sons quando trazem ideias negativas e nocivas ao nosso bem estar… não engambelando nossa mente, mas dando a ela possibilidades e caminhos positivos e flexíveis onde possa desembocar sem prejuízo de si mesma… ligando pontos… “dialogando” consigo mesma e com os outros.

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